Eu queria voltar a escrever como eu escrevia no blog que eu tinha qnd era adolescente (e isso jah passou?rs); queria comentar a beleza do céu degrade laranja, rosa e roxo da Bretanha às 8:30 da manha, quanto o sol ainda esta fazendo força pra despontar enquanto eu faço uma caminhadinha pra ir pra Faculdade; queria comentar sobre a intensidade dos sentimentos que existem nas relaçoes que construimos longe de casa....mas nao.
As minhas pestes nao me deixam nem apreciar essas coisas como se deve!
A Mathilde nao me escuta. Simples assim. Ela grita, sai correndo gritando pela rua, atravessa as ruas, e eu fico correndo e gritando que nem uma louca atras dela. Segunda e ontem eu dei um chacoalhao nla que depois eu me arrependi, e "desarrependi".
Ontem cheguei chorando em casa. Imaginem a cena:
Busco Mthilde na escola, dou seu lanchinho da tarde no caminho enquanto vamos buscar a Violaine na creche. Essa, sempre que me ve na creche vem correndo, abraça minhas pernas, da bjinho e pergunta a respeito da compota (po-po, po-po Jac-liiin).
Saimos da creche, eu coloco a Violaine no carrinho, e a Mathilde some. Eu chamo, chamo, começo a me apavorar internalmente e lembro que ela deve ter tido a fantastica ideia de ir brincar com as plantas atras da creche.
Busquei a menina delicadamente pelo braço e começamos subir pra voltar pra casa. Ela, na maior lerdeza do mundo e começando a aquela chuva simpatica, num friozinho de 8 graus. Delicia!
Dai a criatura sai correndo desesperadamente na minha frente, eu gritando que nem uma louca, e ela correndo sem parar. Quando ela parou, eu dei uma bela explicaçao sobre como acabam as criancinhas que correm loucamente sem parar e achei que ela tivesse entendido. Mas a chuva estava forte forte. Entao parei num lugar coberto pra esperar um pouco e pra arrumar o carrinho de bebe.
No que eu abaixo a cabeça, Mathilde desaparece. Detalhe, estavamos paradas num ponto d eonibus. Felizmente eu tinha certeza de que nenhum onibus tinha parado.
Sai correndo na chuva com o carrinho de bb e Violaine, gritando pra Mahilde, mesmo sem ve-la. Ela parou bem na esquina, rindo e se divertindo com a "brincadeira".
Grudei ela no carrinho, mas ela nao segurava de jeito nenhum e começou a pular em todas as poças d'agua.
Tive a infeliz ideia de passar num mercadinho pra comprar cheiro verde pra coocar no meu caldinho de feijao, ela começou a gritar que estava com fome, que eu tinha q comprar alguma coisa pra ela comer e depois começou a brincar com as prateleiras. Eu ja tinha pago e estava na frente do caixa, sempre com a bb, gritando - parece que eu sou uma histerica que soh grita, mas foi assim msm - pra ela sair, mas ela nao escutava de jeito nenhum. Sera que ela eh DDA?rs Ou surda (tipo DCamargo?)
Ela finalmente saiu e grudou no vidro. Nao queria ir embora, queria brincar na parede e com as planitnhas que ela tinha encontrado nao sei onde (ela adora quebrar todas as plantas, cogumelos e o que for, espirito de destruiçao!).
Depois de um bom sermao ela saiu gritando que ia contar pra mae dela que eu nao queria deixa-la brincando.
Nao, nao acabou, mas eu vou pular a parte que ela atravessou a rua sozinha e desceu a outra rua gritando que eu nao podia andar na frente dela. Ela gritou tantas vezes isto que resolveu sair correndo de novo. Mas desta vez na frente de um mini-caminhao.
Nao, ela nao ficou satisfeita com a explicaçao sobre o efeito de um caminhao em cima de um corpo. Continuou gritando ateh em casa que eu nao podia ter andado na frente dela. Chegando na porta, eu me dei conta de que...tinha perdido as chaves de casa!
Era tudo o que me faltava. Eu nao sabia se ria, se chorava, se gritava, se sentava no chao e esperava a banda passar.
Mandei uma msg pra Isabelle pra avisar e resolvi andar um quarteirao pra procurar as benditas chaves. Claro, sem falar pras crianças.
Do lado do predio tem um cabeleireiro cuja porta do fundo dah na escada de dentro do predio (meio dificil explicar, os imoveis aqui sao bem diferentes). Pedi gentilmente pra ele nos deixar passar por lah, e dei de cara com as chaves penduradas na porta de onde ficam todos os carrinhos de bb do predio.
Subimos pro apto, entramos, eu e Violaine, que quebrou um enfeite de Natal, e a Mathilde ficou no nadar de baixo. Depois de chama-la mais umas 20 vezes, eu sentei no chao e chorei.
Acabou? Nao!
Enqnt eu dava sopinha pra Violaine, alguem tocou a campainha 600 vezes, uma hora eu resolvi ir ver quem era, mesmo deixando a criança sozinha na cozinha. Jah nao era ng e a porta estava devidamente trancada.
Volto pra cozinha. A Isabelle chega. Ela estava com cara de funeral. A porta de casa estava arreganhada, com a fechadura, como dizer, ainda fechada.
Agora, alguem me diz: o que eu fiz pra merecer isto? Tah, tah, fui eu que escolhi.
Mas, ok, fui assistir O Messias, de Handel, na Catedral de Nantes segunda passada. Superbe. Ontem teve festa de fim de semestre na faculdade, fiz caldinho de feijao (receita propria, nem acredito, e ficou otimo, segundo comentaristas de todos os continentes..hehe), meu joelho jah esta 70% (dando um choques qnd eu corro e desço escada) e soh. Pq nao é vantagem dizer que eu vou passar os proximos dois dias trancada no quarto estudando.
Ahh...Mas posso dizer que meu regime esta dando resultado!
69!